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Uncategorized - 17/11/2011
Entrevista: Alex Suarez em seus dias de cozinheiro
 
Por Talitha Soares

Bem vindo ao Sound Cheque, onde sentamos com algumas de suas bandas favoritas para ver seus lugares favoritos para comer em cada cidade.

Como baixista do Cobra Starship, Alex Suarez tem como seu trabalho diário a tarefa de fazer hits pop atrás de hits pop (a evidência mais recente disso seria o novo – muito elogiado – álbum da banda, “Night Shades”). Mas antes de ir para Nova York fazer o que faz agora, ele foi a escola de culinária em seu estado natal, Flórida, começou sua própria empresa de culinária e teve seu próprio restaurante. Na semana passada, Suarez conversou via telefone sobre suas experiências como um chef e como ele manteve seu amor por comida e cozinhar enquanto toca em uma banda e anda com pessoas omo Katy Perry, Justin Bieber e Rihanna.

Então, você costumava ser um cozinheiro?
Eu era, sim, no início de 2000. Eu comecei uma empresa de culinária em Central Flórida que se especializada em eventos de combinações de vinho. Nós acabamos cozinhando para eventos, nos juntando com provedores de vinho que não tinham uma licença culinária. Costumávamos fazer refeições de sete ou oito partes. Foi uma experiência muito educacional e algo legal de fazer parte.

Você fez faculdade de culinária?
Sim. Fui depois do ensino médio para Florida Culinary Institute, que é uma ótima escola – um grande time de chefs comandam lá. Eles tem feito muito trabalho para ganhar mais reconhecimento. Era um pequeno programa de 18 meses onde você experimentava tudo antes de decidir em que focaria. Eu decidi que faria artes culinárias e fiz meu melhor para conseguir isso.

Sua meta era ser um chef, então?
Sim, essa era a meta da minha vida. Eu sempre toquei em bandas na Flórida e tive trabalhos sazonais em clubes e coisas assim, mas era isso que eu queria.

Que tipo de treinamento você teve? Quais eram seus pontos fortes?
Eu era classicamente treinado em comida Francesa. Uma coisa muito interessante aconteceu comigo quando cheguei em Orlando. Eu peguei um lugar com um sous chef que era lindo mas tinha uma comida péssima. Nós acabamos fazendo tudo de sanduíches a jantares finos do sul.

Quais seriam alguns exemplos?
Nós fazíamos um po’boy (uma espécie de sanduíche) para almoço, mas também mudaríamos para pratos como ossobuco. Ao invés de fazer o clássico com vitela e risoto, nós fazíamos com vitela de porco com molho red-eye sobre poblano. Era divertido e era um grande foco meu na época.

Como se chamava o restaurante?
Se chamava Hot Olives. O nome da empresa de culinária era Time To Dine.

Você ainda cozinha?
Cozinho o tempo todo. O mais recente que fiz foi uma consulta em um restaurante em Brooklyn que um amigo abriu. Não quero ganhar créditos porque o que eles fazem é fantástico, mas foi legal trabalhar com eles.

Como se chama?
Miller’s Tavern, um ótimo restaurante pequeno que é bem conhecido na região. Foi divertido fazer parte disso.

Mas basicamente, eu tive um problema com um dos chefs na empresa, e logo após isso, a oportunidade de ir para Nova York apareceu. Então aproveitei e fui. Tive um trabalho horrível entregando compras de mercado, já que precisava de dinheiro – foi, na verdade, um ótimo jeito de conhecer a cidade – mas então conheci Ryland [Blackinton], que também toca no Cobra, e uma coisa levou a outra. Estamos fazendo isso desde então.

Onde gosta de comer agora?
Tem tantos lugares aqui. Minha namorada tem uma lista. Um dos meus favoritos em Manhattan é Del Posto, que é inacreditável. Você aproveita cada pedaço. Também amo lugares como Ippudo, que é um dos melhores por aqui. Super gostoso, ótimo serviço, ótimo ambiente. Amo Five Leaves.

O que gosta lá?
É engraçado porque eles não tem tanta coisa vegetariana lá.

[Gabe Saporta invade o telefonema: "Eu quero dizer olá ao outro Gabe. Tchau."]

Jesus! Enfim, nós gostamos de pedir um monte de pratos de lá. Definitivamente sempre pedimos batatas fritas, que tem um ótimo gosto. E o prato de queijo.

Ah, você é vegetariano?
Sim, há três anos agora. É engraçado ir de completamente carnívoro em uma escola de culinária para isso, mas eu meio que gosto do desafio.

Também gosto de Otto. Em LA, tem uma ótima lojinha mexicana no Grove. Não consigo lembrar o nome.

Loteria?
Isso! Aquele lugar é ótimo. Eles fazem ótimos huevos diablos ou seja lá como isso é chamado – uma versão de huevos rancheros. Peço isso sempre que vou lá.

Nosso tempo está acabando. Últimas palavras?
Só queria enfatizar que as pessoas deveriam experimentar o máximo de coisas que puderem; meticulosidade me deixa maluco. Se exponha ao que tem por aí.

Eater